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Pesquisa-ação

A metodologia de pesquisa-ação sustenta-se por meio do pressuposto de que deve haver uma constante conexão da teoria com a prática. Essa técnica é baseada na identificação, na análise e na interpretação das variáveis existentes de traços ou indicadores de capital social ou forma similares voltadas à minimização de violências, de riscos e de danos, a partir dos próprios segmentos comunitários excluídos.

Assim, trata-se de uma linha metodológica qualitativa que se realiza através da atuação coletiva, priorizando-se ações, discussões e decisões de equipe em diálogo com as redes sociais comunitárias. Os resultados devem ser processados nas comunidades, formando um círculo virtuoso de revisão de práticas sociais, de mobilização e de organização popular, que favoreçam a cidadania, a intercompreensão, a estabilidade social e a emancipação.

Teatro Popular

No tocante à metodologia do teatro popular, por meio da observação, escuta e compreensão de cada comunidade parceira, a Trupe a Torto e a Direito promove a criação, montagem e apresentação de peças e esquetes teatrais com o objetivo de mobilização social e cultural das comunidades.

Embasado no ”Teatro do oprimido” de Augusto Boal e no ”Teatro épico e político” de Bertolt Brecht, as peças têm sempre um viés cômico. No entanto, há sempre a preocupação de não permitir que os espetáculos sejam meros momentos de distração para o público, para seguir a proposta de educar divertindo e divertir educando. O riso cumpre duas funções. A primeira deriva de seu caráter iconoclasta, capaz de despertar um ânimo de mudança e às vezes de indignação maior que uma cena simplesmente dramática. A segunda é provocar no público uma reflexão sobre seus preconceitos: por meio da técnica do distanciamento, o espectador é levado a colocar-se no lugar do personagem e perceber que aquilo de que acabara de achar graça é, na verdade, assunto sério, fazendo o rever sua posição.

Mediação

“A mediação pode ser entendida como uma postura ou intervenção não autoritária visando prevenir e/ou resolver conflitos e criar ou reconstruir laços relacionais, a partir do estabelecimento de uma comunicação inexistente ou abalada que possibilite a construção conjunta de uma solução mutuamente aceitável. Suas características fundamentais são:

a) cuidado com o laço social e interpessoal;
b) caráter dialogal;
c) espaço de debate amplo;
e) organização de trocas entre as pessoas e instituições;
f) foco nos aspectos positivos da situação problemas e nos verdadeiros interesses e necessidades dos envolvidos.”
(NICÁCIO, 2012)

Desenvolvimento de Capital Social Humano

Capital social e Humano pode ser definido como o conjunto de normas, de instituições e de organizações que promovam a confiança e a cooperação entre as pessoas, as comunidades e a sociedade. Assim como os bens materiais e os meios de produção, o capital social não está igualmente distribuído na sociedade, sendo que algumas das causas da pobreza extrema são a destruição e/ou a perda de redes de apoio das pessoas e das famílias.

A partir da experiências do programa em localidades com histórico de exclusão, o Polos adotou a metodologia de constituição de capital social e humano como meio para criar e potencializar as relações de solidariedade e de confiabilidade entre indivíduos, grupos e coletivos. Além disso, tal metodologia permite aprimorar a capacidade de mobilização e de organização comunitárias, traduzindo um senso de responsabilidade da própria população sobre seus rumos e sobre a inserção de cada um no todo. Esses elementos subjetivos manifestam-se em ganhos concretos sobre a resolução de problemas e na possibilidade de maior acesso aos direitos, contribuindo, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar da comunidade.

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