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EFETIVIDADE DA GOVERNANÇA SOCIAL EM COMUNIDADES PERIFÉRICAS E DE EXCLUSÃO: ALGUMAS QUESTÕES DE FUNDO
Miracy B. S. Gustin
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS**
O termo efetividade tem sido utilizado em inúmeros trabalhos das Ciências Sociais Aplicadas. Falta-lhe, contudo, um conceito que permita uma conexão mais direta com a esfera prática dos vários setores desse campo científico. Aqui se entenderá por efetividade a correlação entre cumprimento de objetivos pré-determinados – políticos ou jurídicos – com as demandas e necessidades de determinados grupos sociais ou comunidades em situação de exclusão ou de risco. O termo comunidade, da mesma forma, tem sido usado com uma conceituação bastante genérica e imprecisa. Comunidade, muitas vezes, tem sido considerada como sinônimo de grandes regiões urbanas, de grupamentos demográficos ou de camadas sociais imprecisas (comunidades religiosas, de gênero, dentre outras). Para fundamentar melhor os argumentos que serão desenvolvidos neste artigo, considerar-se-á como comunidade grupos sociais que se estruturaram em torno de certos interesses recíprocos e que promovem um sentimento de solidariedade capaz de permitir o surgimento de uma coesão interna com um potencial transformador em determinados momentos. Ou seja, uma comunidade se constitui na história de determinadas camadas sociais, mas não pode ser considerada como correspondente a essa camada em sua totalidade. Assim, uma comunidade pode se constituir durante determinado período e, posteriormente se desfazer, ao se realizar o interesse que lhe deu origem. Algumas outras, ao contrário se perenizam por cultivarem interesses que têm natureza abrangente e mediata.

Efetividade da Governança Social em Comunidades Periféricas e de Exclusão_Algumas Questões de Fundo

 

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